Nosso passeio pela Itália começou
por Roma. Como a maioria dos brasileiros, nós preferimos comprar a passagem
saindo do Brasil de ida e volta em conjunto, pois sai mais barato. Mas hoje
vejo que isso nem sempre é uma boa ideia, pois ter que voltar pra mesma cidade pra pegar o vôo de volta às vezes te faz perder tempo e, claro, a oportunidade de conhecer outro
destino! Hoje vejo que se tivéssemos comprado o volta saindo de Milão, por
exemplo, teríamos incluído a cidade no nosso roteiro, o que não aconteceu. E o
deslocamento teria sido até mais fácil, pois já estávamos bem perto, na
Toscana...
Enfim, essa é uma dica que dou,
quando for comprar sua passagem, sempre faça uma pesquisa na sessão “vários
destinos”, que permite combinar vários trechos, e não só um de ida e outro de volta.
Já fiz viagens assim e às vezes nem sai tão mais caro!
Bom, Roma é a cidade símbolo da
Itália, uma pérola da humanidade, a todo momento são descobertas ruínas de
grandes monumentos de épocas passadas em seu subsolo. Equipes de arqueólogos
trabalham incessantemente na cidade, que foi sendo construída verticalmente, o
que acabou encobrindo as jóias da antiguidade e do Império Romano. Uma parte da
cidade tem mesmo um jeitão esquisito, como se fosse um grande sítio
arqueológico. Você se sente como se estivesse passeando em um grande museu a céu aberto,
um parque de diversão, só que real!
Mas, ao contrário do que possa
parecer, Roma não é só ruínas. É muito mais do que isso! A riqueza cultural da
cidade impressiona. Fora deste circuito protegido existem museus, praças lindíssimas, ruas
inacreditavelmente estreitas que escondem cafés, bares, restaurantes,
sorveterias e claro, igrejas, muitas igrejas, todas espetaculares. Costumo
brincar que em Roma onde quer que você esteja, você está há pelo menos três
minutos de caminhada de alguma igreja!
Passamos apenas 4 dias em Roma, e
alguns problemas nos atrapalharam, o que nos deixou uma imensa vontade de
voltar! Mas vou dividir aqui algumas dicas que conseguimos colher nesta rápida estadia, que podem ajudar a formar um passeio ideal para uma primeira visita à cidade.
Chegada na cidade
O aeroporto mais utilizado de
Roma, e pelo qual chegamos, é o Aeroporto Leonardo da Vinci, localizado em Fiumucino. A
cidadezinha fica a uns 30 km
de Roma, o que dificulta um pouco o transporte. A opção de táxi fica bem cara,
por volta de 55 euros.
Há, no entanto, opções mais em conta. Existe uma
linha de trem expressa que liga o aeroporto à estação central de Termini, sem
paradas. A passagem custa por volta de 17 euros.
Outra opção, que acabamos
escolhendo por estarmos com muita bagagem, são as vans, que te deixam na porta
do hotel. Se eu não me engano pagamos 40 euros. Vale a pena se você não quiser
carregar malas por trens, estações e pela rua, até seu hotel. É quase o preço
do táxi, mas você não precisa pagar gorjeta, tem a possibilidade de conhecer
outras pessoas no caminho e, se seu hotel for dos últimos, de quebra ainda ganha um
passeio de boas vindas pela cidade!
Hospedagem
A região mais popular de
hospedagem em Roma é sem dúvidas o entorno da estação de Termini. A facilidade
de acesso ao aeroporto por trem expresso e os preços mais em conta tornaram
essa região bastante requisitada. O bairro fica relativamente próximo à região
das escavações, o Coliseu e o Foro Romano, mas mais distante do Centro
Histórico e das Piazzas. O transporte é fácil por meio de metrô, mas creio que
já fica longe para se locomover andando. Sem contar que, pelo pouco que andei
por lá, achei a região meio esquisita!
Outra parte da cidade que possui
uma boa concentração de hotéis é o Centro Histórico, onde ficamos. Os preços
são mais salgados, mas o que se dizer de ficar no coração de Roma? Esqueça as
ruas largas e paralelas, os quarteirões quadrados e chatos do Termini. Aqui
achar o seu hotel pode ser uma brincadeira de labirinto! As ruelas são
estreitas, charmosas e nunca retas. Você anda fazendo curvas e se perde sem nem
perceber! É como estar hospedado no meio de uma atração turística. As melhores
tratorias, pizzarias e gelaterias ficam por ali. O movimento de turistas é alto
durante o dia e a noite. As piazzas ficam lotadas, feiras de dia e diversão de
noite. Sem contar que, estando ali no miolo, os passeios são quase todos feitos à pé. Só pegamos táxi para ir ao Vaticano, que fica mais distante, e um bondinho até Trastevere. Enfim, na minha opinião, vale sim o investimento. O hotel que ficamos
foi o Hotel Smeraldo, uma indicação do site Viaje na Viagem. O Hotel fica
próximo à Piazza Campo Di Fiori, uma das minhas preferidas, e não tive nada que
reclamar, o que para um hotel na Europa é quase um milagre!
Há também os que preferem ficar
hospedados mais longe do movimento da cidade e, para estes, há a opção dos
arredores do Vaticano, onde os hotéis são mais em conta. Se você quer
priorizar esta região em sua viagem, é uma boa opção.
Passeios Obrigatórios
Quando se fala em Roma, o que
logo vem a mente, é claro, são as ruínas históricas, o Coliseu, o Foro Romano. Este
é um passeio imprescindível, mas é preciso ter algumas precauções. Primeiro:
esta região, no verão, é muito, mas muuuuito quente. Se você tem dificuldades
em lidar com o calor, evite essa época do ano, pois além do passeio em si,
ainda há que se contar com as longas filas (afinal, é alta temporada), quase
sempre em baixo do sol. Mas se não der pra evitar (como foi o nosso caso), use
roupas leves, abuse do protetor solar, escolha horários em que o sol está mais
fraco e guarda-sol e garrafinha de água são sempre uma boa idéia!
Kit Sobrevivência no verão de Roma
Uma dica para evitar as longas
filas do Coliseu é comprar o ingresso pela Internet, escolher um combo que
inclua o Foro Romano e começar por este último. Quando você sair e for ao Coliseu, não
precisa mais enfrentar a fila!
Fizemos este passeio, incluindo o
monte Palatino e a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, sem pressa, em um dia,
parando pra almoçar, e voltamos ao hotel no fim da tarde. Caso o tempo seja
corrido, creio que em uma manhã dá pra ver tudo.
Outro passeio obrigatório em Roma
é pelo Centro Histórico da Cidade. A região é bem extensa, possui vários
monumentos interessantes, como o Pantheon e a Fontana de Trevi, e praças
famosas: a Piazza Navona, Piazza di Spagna, Campo di Fiori, dentre outras. É um
passeio de muita caminhada, e pra variar, com muuuita gente no caminho. Em cada
um destes pontos turísticos você provavelmente encontrará duas ou três
excursões de japoneses (eles estão em todo lugar!), mas nem precisa se
preocupar, eles são tão educados e certinhos que não dão trabalho nenhum! Agora
se cruzar com uma excursão de brasileiros... Prepare-se para ver confusão!!
rss..
Sugiro fazer o passeio: Campo Di
Fiori – Piazza Navona – Pantheon – Fontana di Trevi. Na praça de Campo di Fiori
funciona uma feira pela manhã que originalmente vendia - claro - flores, mas
hoje você encontra uma infinidade de produtos, incluindo frutas, especiarias, e
a tão desejada trufa, além de artesanato e lembrancinhas. A Piazza Navona tem
belíssimos monumentos como a Fonte dos Quatro Rios, uma das mais bonitas da
cidade. Linda também a Fontana di Trevi, mas você tem sorte se conseguir chegar
perto o suficiente para tirar uma boa foto!
Próximo à Piazza de Spagnia estão localizadas as lojas de grife mais famosas, e numa região
próxima existem lojas maiores como a Sephora e a Zara. Dependendo da vontade de
comprar, vale um passeio à parte!
É bom também reservar um dia
inteiro à região do Vaticano. Na alta temporada as filas são muito grandes, e o
calor também é um problema, principalmente porque não se pode entrar com os
ombros e joelhos à mostra. No dia que visitamos os museus do Vaticano e a
Basílica de San Pietro, o local estava muuuuito lotado, a ponto de incomodar...
Pretendo voltar em uma época mais tranqüila, para aproveitar melhor a visita.
No mesmo dia da visita ao Vaticano, incluímos um tour pelo Castelo de
Sant`Ângelo, que para nossa alegria, estava bem mais tranqüilo e fresco! Lá no
topo você encontra uma vista incrível do Vaticano e da cidade.
Vista do Castelo de Sant`Ângelo
Um passeio noturno imperdível é
ao bairro de Trastevere. Ali encontramos bares e restaurantes que tornam a região
mais animada durante a noite. Muitos jovens freqüentam as ruas até tarde e
algumas casas tocam músicas mais dançantes. No entanto, se você procura boates
propriamente ditas, sugiro pesquisar em outro lugar, pois nós não encontramos
nada parecido por ali! Aliás, Roma não me pareceu ser nem de longe uma cidade
noturna... Mas quem sabe em uma segunda visita eu descubra algo que me faça
mudar de idéia?
Bom, esses foram os passeios que
conseguimos fazer. Existem muitos outros pontos de interesse na cidade, que
queremos explorar em uma próxima viagem, e então atualizaremos aqui!
Restaurantes
Como já adiantei no post passado,
na Itália dificilmente você encontrará uma comida ruim. Não espere atendimento
de primeira, lá os garçons não estão preocupados em te mimar, o compromisso
deles é unicamente com a comida. Afinal de contas, o que faz os italianos irem
a um restaurante é ela, só ela!
Durante nossa estadia na cidade,
não fomos a nenhum restaurante “recomendado”, fomos descobrindo os sabores,
literalmente, pelo meio do caminho. Claro que existem os famosos restaurantes
pega-turistas, e apesar de facilmente identificáveis, há momentos em que não
temos alternativa e acabamos caindo em um (no nosso caso, um restaurante que
ficava em frente ao Coliseu, que não fiz questão alguma de lembrar o nome).
Mas quando der pra evitar, não
hesite: eles geralmente ficam em frente, ou quase em frente a alguma atração
turística, estão sempre lotados (o que te passa aquela sensação de “segurança”)
e, claro, são bem caros. O que não dá pra ver de cara é que a comida na maioria
das vezes é um clássico “nada de mais”.
A minha dica é ter sempre a mão o
aplicativo do TripAdvisor, que te localiza no mapa e mostra os melhores
restaurantes próximos a você. Assim dá pra passar em frente, olhar um pouco,
ver os preços e escolher! Você logo perceberá um padrão: os melhores restaurantes
quase sempre estão em uma ruela mais escondida, onde você nunca acharia
sozinho! rss
Dos restaurantes que me lembro
serem muito bons, cito a Tratoria Moderna, que ficava exatamente em frente ao
nosso hotel, onde comemos duas vezes maravilhosamente bem; uma pizzaria bem “pé
sujo”, também pertinho do hotel e que fomos sem nenhuma expectativa, mas que
nos surpreendeu, tanto com a pizza como com a massa (pedimos um spagheti a
carbonara): Voglia di Pizza; e uma gelateria na Piazza Campo di Fiori, que
infelizmente não lembro o nome, mas acho que é a única de lá.
Tratoria Moderna - Primo Piatto e Secundo Piatto
Comunicação
(Contribuição de meu assessor especial para assuntos tecnológicos – o marido)
As melhores formas de se
comunicar e estar conectado à internet em
viagens internacionais serão objeto de um post próprio. Mas na maior parte dos
casos, a dica é comprar um chip (ou, melhor, simcard) para celular pré-pago, com internet inclusa. Assim você tem
uma forma de comunicação local (minutos), e de quebra garante acesso a internet
de onde estiver.
Com relação à Itália em geral, a
nossa escolha de operadora foi a TIM (sim, a TIM lá funciona e muito bem).
Aliás, já no Aeroporto de Roma era possível comprar o simcard por 10 euros, e ele já vem carregado
com 5 euros de crédito. Já fica a dica de não procurar outra operadora, pois a
TIM é versátil e com boas promoções. Aliás, as ofertas
da TIM Itália mudam constantemente. Então recomendo verificar a promoção do
mês. Com certeza o atendente já saberá o plano mais adequado para o
turista.
Espero que as dicas sejam úteis,
e qualquer dúvida, pode comentar, que tentarei ajudar!
Por: Marcela Silva Bezerra
Marcadores: Itália, roma